Por ser infinito é o universo imperfeito, já que a existência de
conclusão, para o provar pela contestação do antónimo, mostra
que algo terminou, atingindo portanto um estado perfeito; no ser
humano tal é testemunhável, mercê de, após o exício, ele se
consubstanciar com o mundo. Não ser, ou ser uno com o não-eu é,
por si só, um ideal estético. a morte equivale à ascensão,
considerando o seu sentido orgânico e ignorando o moral, para o
patamar último da perfeição; degrau a degrau,
correspondentemente, sorvo a sorvo, vai a senescência se
apropinquando do ideal estético.
A mescla com o cosmos, que se dá no término da presença
consciente, é o marco do perfeito estético cristão.
Infinitude é sinónimo de persistência, ou seja, tentar
incessantemente, nunca chegando ao perfeito degrau; ora pois, e
por via dos factos, nunca se há de concluir o que é infindo, daí
o algoritmo se mostrar perfeito e funcional, ao passo que
computar ad infinitium seria fracassar também infinitamente e,
por conseguinte, inoperante na sua essência de operação.