Sócrates entende o seu desentendimento; Deus somente desentende.
Ser vulgar é ser o oposto do que é Sócrates e metade do que é
Deus.
Vulgar como natural, não como vulgo.
É impossível escapar a uma doença que toda a gente denota; e o
isolamento é porém a implosão de uma outra enfermidade, na
tentativa de aniquilar o que se acha forçosamente centrípeto —
monge incauto e leviano, senhor incrédulo das falácias; na
província sou dono do redor, senão de mim. Não se toca em Deus
no ombro por afastar uma compreensão oca. Mesmo assim, ele se
torce e vê, no nada que o chamou, uma presencial nolição do
nada; de semelhante maneira o moralista divulga sistematicamente
a caligem de um preceito baseado no silogismo.