O dileto momento é aquele no qual prevalece a abstração, aquele
em que ajo ausente de atividade mental — inane interiormente.
Medito mais aplacadamente as ações imprudentes e vejo nelas um
imo mais límpido que a linfa. Pensar é abraçar a limosidade do
ser; agir mediante um pensamento é espalhar o limo e olvidar a
essência da correnteza.
Saber refratar a luz íntima! Estar só e distante no meu
valhacouto, como se a perdição me procurasse com o olfato… Um
eixo que me rasga horizontalmente; queda em vénia sobre o limo.
E, caso me encontre a perdição, que encontrará?, uma adição ao
termo torná-la-á mulher em busca do espelho fugídeo, e
esconderijo melhor que o bolso interno do casaco, aquela mesma
abertura de malha, onde se guarda a mais valiosa das coisas, que
se aperta contra o torso e sente ao ruar, repita-se; esconderijo
melhor que esse, somente o rio baço e denso.