Não escrevo para chegar a algum lugar ou esclarecimento, pois só
o visioná-lo me faz ingénuo; escrevo, antes, para excitar a
imbecilidade sarcástica de sequer poder alcançar um lugar
fugídeo — logo me reviro, eméticamente derrotado, para o
avançado petiz da mudez, nos confins envoltos da inocência, e
aconselho:
— Cerra a vista, sente o toque das cousas nesse biombo negro que
te as impede, que a sombra sempre vai além da luz.
O movimento é a orquestra do mundo; os olhos — acusticamente
afásicos.