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Há uma flor que não chega ao extramundo



Há uma flor que não chega ao extramundo, padecida na realidade em que despontou, por ser apenas obra da vida de quem a viu mecanicamente, não produto dos que, num plano mais amplo, a imaginariam. Regam-se as flores e essas, por sua vez, se regam quando é propício o clima da mente; não será menos crucial aspergir com amor aquela que me ocupa o pensamento.
Tenho-a obstinadamente, colho e trago-a para bem perto de mim, sem que morra, pobre paisagem factícia, genuinamente espúria, a minha flor.

Não sei que sei aquilo que realmente não sei — burlescamente verídico, uma imperfeita volição de ignorar que existo.