Foi por pensar nele, que existe, que o sei… o Destino; e foi que
o conhecesse, como se me conhecesse ele a mim, embora tudo é ele
e tudo nele desagua, porque o Destino é o mar de todos os rios,
que são, consequentemente, todas as almas, tirante, é claro, o
que as reveste.
O único extremo em que real e propriamente acredito é o Destino,
pois ele é o Derradeiro e tal é terminante, como a pedra última
de uma ruína que constitui, em si, o fim dela, i. e., consiste
na ruína menor a alma da ruína primordial, pois esta é a ponte
para a ruína post mortem, que é o não haver ruína.