Estar feliz é não estar triste e estar triste é não estar feliz;
no fundo, tudo é uma contraposição a alguma coisa, um
reconhecimento do oposto. Pensar tudo isto oposto a ruar com um
propósito coerente, como ir à mercearia episódica, ou alimentar
os patos no lago consuetudinário; até o ato de pensar rejeita,
na sua essência de ação ambivalente e maleável, uma consciência
involuntária, que é o Logos.
Há sóis e luas mais concretos que outros sóis e luas — os
primeiros não participam das metagoges dos românticos; pobres
astros mergulhados no acaso das sensações!
Ser romântico é ser frivolamente, misturadamente empático e
antropomorfista.