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Estropio, por vezes…



Estropio, por vezes, distantemente, à guisa de quem retalha galinhas feitas defronte a uma plateia juvenil — pateticamente molestada —, as áleas cedentes das suas ornamentais papoilas, cujos frutos logo me apronto a converter em ebriedades. Claro que tudo isto em sonhos, porquanto o sensacionismo do ópio se mostra mais compatível com a minha pessoa sonhadora, porque cambia e, por seguimento, duplica o êxtase. Colho papoilas oniricamente; reverto-as em substância palatável, matéria, também ela, sonial; desfruto-a sem lhe tocar… E acordo dipsômano, como se a vigília fosse borrasca na sua plenitude e o sol tépido do meio-dia recrudescesse o meu torpor de fulvo reles.

Há, daí em diante, como que preliminares de espetáculo, uma antecedência prolixa do sono.